Pesquisa · 1999 → 2026
Pesquisa & Resultados

Giordano Cabral pesquisa inteligência artificial desde 1999: no CIn/UFPE, no LIP6 da Université Pierre et Marie Curie (Paris 6), no Sony CSL Paris, na UFRPE e na Stanford University. Desde 2025, no FAROL, grupo de pesquisa que fundou com Filipe Calegário no CIn/UFPE e que em 2026 torna-se o Instituto FAROL de Fluência Agêntica, mede como organizações e pessoas trabalham com IA que executa tarefas inteiras (usa ferramentas, encadeia passos e age sobre sistemas). Presidiu o Conselho de Administração do CESAR de 2020 a 2026 e participou, como conselheiro municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, da validação das diretrizes da Estratégia Municipal de Inteligência Artificial do Recife (16/03/2026).
Antes do FAROL e ao lado dele, aplicou a IA à criatividade computacional e à educação, com a música como caso mais estudado: sistemas que geram música e áudio em tempo real, do mestrado na UFPE (2002) ao doutorado em inteligência artificial generativa no LIP6, com Jean-Pierre Briot e François Pachet (2008); análise de áudio, da recuperação de informação musical à detecção de tiros e explosões para segurança pública; instrumentos musicais digitais; jogos digitais como instrumento de medida em experimentos de decisão; multimídia e realidade mista; e tecnologias educacionais.
01 · Pesquisa & Resultados
Resultados
- 7startups ligadas ao MusTIC e ao grupo que o antecedeu, de 2000 a 2019, entre elas a Daccord, a Batebit e a Audio Alerta (apresentação do MusTIC no SBCM 2019)
- 80+produtos lançados por essas empresas
- 116países com usuários dos produtos da Daccord, mais de 4 milhões de pessoas, segundo a empresa (2016)
- 23jogos lançados com a API de áudio feita com a MusiGames (artigo do MusTIC)
- 3patentes no INPI, uma delas com a Samsung e a UFPE (Google Patents)
- 16teses e dissertações orientadas no CIn/UFPE e na UFRPE, de 2010 a 2025 (orientações)
- Flow Machines. O Brazyle (2017), base de música brasileira, é a parte brasileira do projeto Flow Machines, do Sony CSL Paris, de inteligência artificial para criação musical, fruto de três anos de cooperação com a equipe da Sony, a Flow Records e depois o Spotify. Do projeto saiu o álbum Hello World (2018), um dos primeiros discos criados com inteligência artificial (créditos do álbum).
- Daccord. O D'Accord Guitar, sistema da dissertação de mestrado que gera a execução no violão a partir da cifra, virou o primeiro produto da Daccord Music Software e chegou a 2 milhões de usuários até 2003 (apresentação do MusTIC no SBCM 2019). Vieram depois o dicionário de acordes, os programas para aprender violão, teclado e bateria e o iChords, que reconhece os acordes de uma gravação (iChords no Google Play).
- Segurança pública. A classificação automática de áudio, pesquisada em projetos do CNPq e da FACEPE de 2010 a 2014, levou aos sistemas da Audio Alerta, que acoplam microfones a câmeras de monitoramento para detectar, classificar e localizar tiros e explosões (artigo do MusTIC, §3.8).
- Jogos. O Drums Challenge HD, da MusiGames, unidade de negócios de jogos, foi o jogo musical mais vendido do iPad nos Estados Unidos e no Reino Unido em 2010 (JC Online, 04/04/2012).
- Escolas. A Turma do Som, da Plataforma Digital de Educação Musical (CNPq e FINEP, 2010–2014), levou 25 jogos de musicalização a escolas de Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais e foi finalista do Prêmio Jabuti 2015, na categoria Livro Infantil Digital (kit de imprensa, 2012; Escribo, 2015).
- Prêmios de artigo. Melhor artigo técnico de estudante do 11º SBCM (2007), com o HarmIn aplicado à obra de Tom Jobim, e melhor artigo do 17º SBCM (2019), com o TumTá e o Pisada (portal do CIn).
- Conferências e periódicos. IJCAI 2015, em demonstração com o Sony CSL Paris; ISMIR 2005 e 2016, e a sessão convidada Why Is Brazilian Guitar Interesting? no ISMIR 2013; NIME 2013, 2015, 2019 e 2021; SIGGRAPH 2010 (pôster); IEEE ISM 2008 e 2009; HCI International 2014. Nos periódicos, Organised Sound (2013), IEEE MultiMedia (2017, com a McGill e o Inria), Computers in Human Behavior (2017) e Behavior Research Methods (2021) (publicações).
- Políticas públicas. Pesquisador líder do Preparing Brazil's Youth, do Stanford Impact Labs (2025), que avalia por experimento randomizado a educação profissional em mais de 130 escolas públicas de Pernambuco (Stanford Impact Labs).
- FAROL. Instrumentos abertos de medida de fluência em IA agêntica: a régua de seis eixos, com banco de 264 itens; o Índice de IA para empresas, sem cadastro; o Meu Mapa de IA, para estudantes; e a Arena das IAs, em que 124 modelos de IA palpitaram os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, de 11/06 a 19/07, no mesmo ranking que pessoas (farol-ia.org; Arena das IAs).
02 · Pesquisa & Resultados
Linhas de pesquisa
1. Inteligência artificial agêntica e organizações (FAROL) · 2025–. Medir como organizações e pessoas trabalham com IA que executa tarefas inteiras; a régua de seis eixos, o Índice de IA para empresas, os instrumentos abertos e a Arena das IAs (2026).
2. Geração de música e áudio em tempo real · 1999–2015, retomada em 2021. Do D'Accord Guitar (2001) à tese Harmonisation automatique en temps réel (2008) e ao Ramin; a demonstração de aplicação no IJCAI 2015 com a Sony CSL; o Brazyle (2017).
3. Análise de áudio por IA: recuperação de informação musical · 2005–2019. A validação do EDS no reconhecimento de acordes (ISMIR 2005), o HarmIn (2007), o áudio-monitoramento para segurança pública na UFRPE e o índice de evolução do MIREX (ISMIR 2016).
4. Instrumentos musicais digitais e o MusTIC · 2011–. Sketchument, Illusio, o método e o toolkit de prototipação com a McGill e o Inria (IEEE MultiMedia, 2017), as duas patentes do VioLED, o TumTá e o Pisada.
5. Jogos, decisão e dilemas sociais · 2013–. O projeto Decisores Virtuais, de modelos computacionais de decisão, o grupo PsyFun e os dois jogos validados como dilema do prisioneiro para crianças.
6. Multimídia, visão computacional e realidade mista · 2005–. Do framework para sistemas percussivos (2005) à visão computacional para diagnóstico e para análise de movimento, ao protocolo de realidade mista em laptops com o Voxar Labs (2022) e à patente de realidade mista com a Samsung e a UFPE (2024).
7. Educação e tecnologias educacionais · 2008–. O Turma do Som, o livro da Ática, jogos e realidade virtual na escola, pensamento computacional sensível ao gênero, o período como Visiting Scholar em Stanford e o levantamento de como estudantes trabalham com IA.
03 · Pesquisa & Resultados
Os grupos
- FAROL: grupo de pesquisa fundado em 2025 com Filipe Calegário, no CIn/UFPE, que em 2026 torna-se o Instituto FAROL de Fluência Agêntica. Mede a fluência de organizações e pessoas em IA agêntica. farol-ia.org
- MusTIC: Música, Tecnologia, Interatividade e Criatividade, grupo de pesquisa do CIn/UFPE criado em 2011, coordenado por ele com Geber Ramalho e Filipe Calegário. mustic.cin.ufpe.br
- PsyFun: jogos digitais para psicologia cognitiva. Iniciado por ele na UFRPE, em outubro de 2013; hoje fica entre o CIn/UFPE e a UNIVASF, com Guilherme Ribeiro Eulálio Cabral.
- Voxar Labs: laboratório de realidade virtual e aumentada do CIn/UFPE, dirigido por Veronica Teichrieb, com o qual colabora. voxarlabs.cin.ufpe.br
04 · Pesquisa & Resultados
Cooperação e serviço
A cooperação com a França é contínua desde 2001: o projeto Smart-es (UFPE × Université Paris VI, 2001–2004, responsável Geber Ramalho), o doutorado em inteligência artificial generativa no LIP6, com Jean-Pierre Briot e François Pachet (2003–2008), as bancas no IMPA com os dois (2009 e 2010), Briot na banca de Eduardo Santos Silva (2022) e os três textos sobre a IA no Brasil depositados no HAL em 2024. Com os Estados Unidos: Visiting Scholar no Lemann Center, em Stanford, de setembro de 2023 a agosto de 2024, e pesquisador líder do projeto Preparing Brazil's Youth, do Stanford Impact Labs (2025). Com o Canadá e a França, as coautorias com Marcelo Wanderley (McGill) e Stéphane Huot (Inria) entre 2015 e 2017. Foi conselheiro (Advisory Board) do projeto europeu PRAISE (FP7, 2012–2014) e revisor de projetos do CNPq em 2011, 2012 e 2013.
Na Sociedade Brasileira de Computação: comitê técnico do SBCM em 2007, 2009 e 2011, chair do comitê técnico em 2013, organizador local do 12º SBCM (Recife, 2009) e coordenador geral do 18º (2021, com Filipe Calegário); comitê gestor da Comissão Especial de Computação Musical de 2011 a 2014 e de 2021 a 2022, e presidente da Comissão em 2022–2023; comitê técnico do ICMC 2010.
05 · Pesquisa & Resultados
Em números
Contagens do Lattes (19/08/2026), do portal do CIn e das bases de citação (24/09/2026). A produção bibliográfica começa em 2001: são 88 trabalhos únicos até 2023; os de 2024 a 2026 estão em Publicações.
| Artigos em periódico | 10 no Lattes; 11 nas bases |
|---|---|
| Trabalhos completos em anais | 56, mais 2 resumos expandidos |
| Capítulos de livro | 2 |
| Livros | 2 autorais (Ática, 2014; Escribo, 2015, com Américo Amorim); 28 registros de livros organizados (7 títulos didáticos e 2 anais); 1 prefácio |
| Programas de computador | 93 |
| Patentes depositadas | 3 no INPI: duas do VioLED (2017) e uma de realidade mista com a Samsung e a UFPE (2024) |
| Prêmios de melhor artigo | 2 (SBCM 2007 e 2019) |
| Orientações concluídas | 2 doutorados e 14 mestrados como orientador principal; 2 registros de coorientação de doutorado e 10 de mestrado; 8 TCCs; 10 iniciações científicas; 1 pós-doutorado |
| Bancas | 25 de mestrado, 14 de doutorado, 15 de graduação, 3 concursos |
| Projetos com registro | 8 de pesquisa, 14 de desenvolvimento tecnológico, 7 de extensão e ensino (CNPq, FACEPE, FINEP, BNB) |
| Citações | 268 no Semantic Scholar (h = 10); 194 no OpenAlex (h = 8, i10 = 5) |
06 · Pesquisa & Resultados
Imagens do acervo


Orientaçõesdoutorado, mestrado e graduação · 2010 → 2025
Duas teses e catorze dissertações como orientador principal; um doutorado e dez dissertações em co-orientação; oito trabalhos de conclusão de curso, dez iniciações científicas e um pós-doutorado.
Perguntas frequentes
O que Giordano Cabral pesquisa?
Inteligência artificial: a IA agêntica e sua adoção por organizações, no FAROL (2025–), e a aplicação de IA à criatividade computacional (geração de música e áudio em tempo real, de 1999 a 2015; análise automática de áudio e de música; instrumentos digitais; jogos e multimídia) e à educação. Os grupos são FAROL, MusTIC, PsyFun e Voxar Labs.
Que resultados a pesquisa gerou?
Sete startups ligadas ao MusTIC e ao grupo que o antecedeu, de 2000 a 2019, com mais de oitenta produtos, os da Daccord usados por mais de 4 milhões de pessoas em 116 países, segundo a empresa; 23 jogos lançados com a API de áudio feita com a MusiGames; três patentes, uma delas com a Samsung e a UFPE; o Brazyle, parte brasileira do projeto Flow Machines, do Sony CSL Paris; dois prêmios de melhor artigo no SBCM (2007 e 2019); dezesseis teses e dissertações orientadas; e, no FAROL, instrumentos abertos de medida de fluência em IA agêntica e a Arena das IAs (2026).
O que é o FAROL?
Um grupo de pesquisa em inteligência artificial agêntica fundado em 2025 por Giordano Cabral e Filipe Calegário no Centro de Informática da UFPE, que em 2026 torna-se o Instituto FAROL de Fluência Agêntica. Mede como organizações e pessoas trabalham com IA agêntica e publica instrumentos abertos, estudos e formação em farol-ia.org.
O que o FAROL mede?
Fluência na adoção de IA agêntica por empresas, escolas e governo, em seis eixos. O instrumento mede fluência, entendida como movimento, e não maturidade, entendida como posição; os resultados são usados em diagnósticos, formação e instrumentos abertos.
O que é o MusTIC?
Grupo de pesquisa e inovação do CIn/UFPE em música, tecnologia, interatividade e criatividade, coordenado com Geber Ramalho e Filipe Calegário. Dele saíram o TumTá e o Pisada (melhor artigo do 17º SBCM, 2019), o Batebit Controller, o Sketchument e o Probatio.
O que é o PsyFun?
Grupo que constrói jogos curtos para medir decisões em dilemas sociais (cooperação, recursos comuns, teoria dos jogos). Iniciado na UFRPE em 2013, hoje entre o CIn/UFPE e a UNIVASF, com resultados em Computers in Human Behavior (2017) e Behavior Research Methods (2021).